Reajuste será de até 4,83%. Outros produtos também subirão
A partir do mês que vem os remédios e mais uma centena de itens, incluindo o pãozinho, ficam mais caros. No caso dos medicamentos, a Câmara que define o reajuste anual divulgou ontem os índices. Os remédios sofrerão reajuste de 4,83% a 4,45%. Com preços controlados pelo governo, o aumento anual teve aprovação da Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). A expectativa é que a inflação até fevereiro fique em torno de 4,6%.
O índice liberado depende da oferta de genéricos. O Tylenol 500 mg com quatro comprimidos, por exemplo, que custa R$ 1,97 na Farmácia Vita, na Praça da Bandeira, passará a custar até R$2,07.
Mas o aumento não é imediato. Além do esgotamento de estoques, demora cerca de duas semanas para o varejo mudar preços. O Sindusfarma, sindicato da indústria, estima em 4,6% o reajuste médio e lembra que os índices definem o valor máximo mas, nos balcões, concorrência e estratégia definem o preço final.
A partir de 7 de abril, alimentos, aparelhos eletrônicos, higiene e cosméticos, produtos agrícolas e produtos têxteis e confecções vindos dos EUA que constarem da lista divulgada ontem pelo Ministério do Desenvolvimento passam a pagar mais imposto. Até o pãozinho pode encarecer graças à inclusão do trigo na relação.
A elevação no imposto de 102 produtos visa a compensar o prejuízo causado pelos Estados Unidos, que deu dinheiro a produtores de algodão locais - tornando a importação do produto brasileiro cara e prejudicando nossas remessas.