Estado não explica desperdício com remédios
A Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil não apresentou justificativas para a maioria dos problemas apontados na auditoria realizada em novembro pelo Departamento de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), do Ministério da Saúde. Segundo relatório, o índice de cobertura dos remédios que deveriam ser fornecidos a doentes crónicos é "insatisfatório" e "o gerenciamento do estoque é ineficaz, pois as perdas de medicamentos, insumos e material médico hospitalar foi elevada" - de R$ 15,6 milhões, segundo o Denasus.
"O relatório final do Denasus confirma o teor do preliminar (que já apontava o desperdício de R$ 15,6 milhões). O mais grave é que o estado apresentou poucas justificativas", afirma a procuradora da república Aline Mancino da Luz Caixeta. O estado diz que enviou em 25 de fevereiro ofício solicitando 20 dias para responder ao Denasus. Em dezembro, no entanto, o órgão federal enviara o relatório preliminar informando que o estado tinha 15 dias para responder.
O estado alega ainda, oficialmente, que o desperdício de remédios e materiais não chega a R$ 15,6 milhões, mas também não especifica quantia. O governo estadual poderá ter cerca de R$ 8,4 milhões dos royalties de petróleo bloqueados por mês pa¬ra garantir o fornecimento dos medicamentos aos pacientes, caso a Justiça acate pedido do Ministério Público Federal (MPF).